Com as transformações tecnológicas, sociais e culturais dos últimos anos, a comunicação e o marketing deixaram de olhar apenas para produtos e serviços. Entra em cena os públicos da marca.
Hoje, o ponto de partida são as pessoas, suas necessidades, desejos, afetos e percepções. Logo, cada vez mais cria-se com elas e não apenas para elas. Não à toa que atualmente falamos tanto em comunidade de marca.
Esse movimento acompanha também a mudança de uma lógica centrada em acionistas para um contexto focado em públicos de interesse. Em vez de pensar apenas no lucro imediato, as marcas passaram a considerar trabalhadores, consumidores, fornecedores, comunidades e até o meio ambiente como parte do seu ecossistema de valor.
Ou seja: os públicos da marca estão na base, no centro. Continue a leitura para saber mais!
Por onde podemos começar?
Mapear e identificar os públicos da marca deve ser entendido como um processo estratégico e contínuo.
Então, o que devemos considerar? Há uma multiplicidade de fatores a depender do contexto e da sua marca. Mas, preste atenção em:
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Dependência: de quais públicos sua marca precisa para existir ou operar?
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Participação: quem realmente se envolve e interage com seus negócios?
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Interferência: quais grupos, mesmo de fora, podem impactar sua reputação ou operações?
Compreensão conforme Gruning, Ferrari e França (2009)*.
Com esses critérios, é possível priorizar relacionamentos conforme o poder, legitimidade e urgência das demandas.
De acordo com os autores mencionados acima, há três classificações de grupos:
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Públicos essenciais: são indispensáveis à constituição e operação da organização.
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Públicos não essenciais: participam de forma indireta, por meio de ações institucionais, promocionais ou comunitárias.
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Públicos de interferência: não participam diretamente das atividades, mas têm alto potencial de impactar a organização.
Por aqui questionamos um pouco essa ideia de essencial e não essencial, pois compreendemos que todos os públicos têm sua importância, interferência e influência (em diferentes graus, claro).
Além do público-alvo e personas
Como deu para perceber, não estamos falando apenas de clientes/consumidores. Portanto, marcas consistentes levam em conta essa pluralidade de pessoas, suas diferenças e semelhanças. Assim como, entender os diversos impactos de cada tipo de público nos variados pontos de contato.
Além disso, reduzir pessoas a caixinhas fixas, como geração X ou persona tal, pode simplificar demais realidades complexas. Da mesma forma que considerar apenas um público-alvo e algumas características.
Portanto, mapear e identificar públicos da marca exige escuta ativa, sensibilidade, pesquisa e análise crítica para que se tenha entendimento das motivações, expectativas e emoções das pessoas com quem se relaciona ou busca se relacionar.
No ambiente digital, isso é ainda mais importante: os públicos esperam conexões reais, narrativas consistentes e vínculos que façam sentido para suas vidas.
O desafio não é só aparecer, mas construir confiança, pertencimento e diálogo contínuo.
E sabe que podemos te ajudar no processo de identificação de públicos, bem como em estratégias comunicacionais e de conteúdo para sua marca? Conta conosco!



